segunda-feira, 19 de abril de 2010

Aquecimento (continuação)

Para tocar são necessários apenas os aquecimentos específicos, no caso da harmônica aqueceremos as mãos, dedos e antebraços.

Após fazer os exercícios de relaxamento, você pode iniciar os exercícios de aquecimento. Para começar, ainda em pé ou sentado confortável e eretamente, estenda os braços para frente com as palmas para baixo e abra as mãos com força moderada, segure a posição por uns três segundos e feche ambas as mãos também com força moderada, segurando aproximadamente pelo mesmo tempo. Repita o exercício mais duas vezes, e depois faça tudo novamente, mas agora com as palmas voltadas para o teto.

Podemos fazer também o seguinte exercício de aquecimento: com as palmas juntas na sua fronte, próximas ao peito (como se fosse rezar), pressione uma mão contra a outra, pressionando também cada dedo contra o mesmo dedo da outra mão. A força deve ser moderada, nem forte demais, pois poderá acarretar em dores, e nem fraca, pois não surtirá efeito algum. Segure por alguns segundos e relaxe as mãos, depois repita mais duas vezes o exercício.

Para terminar o aquecimento, toque alguma peça fácil, ou algum exercício de técnica, escala etc, mas tudo com andamento lento, nada de tocar rápido ou peças difíceis durante o aquecimento. Caso você vá estudar horas a fio, ou esteja se recuperando de uma tendinite, você pode também imergir suas mãos por alguns minutos em água morna, isso tanto relaxa como aquece as mãos, mas isso deve ser feito logo após o relaxamento, antes do aquecimento.

Aquecimento

"Aquecimento é uma técnica normalmente praticada antes de atividades desportivas ou de exercícios físicos. Consiste em aumentar gradualmente a intensidade da atividade física, incrementando também a temperatura corporal.

"O aquecimento é tão essencial e benéfico para quem faz exercícios, que é indispensável incorporá-lo em nossas atividades físicas. Ele evita e previne lesões graves, atuando também contra as dores no corpo. O principal objetivo do aquecimento é preparar o organismo para o esporte, seja em treinamento, na competição ou no lazer. Ele visa obter o estado ideal psíquico e físico, a preparação para os movimentos e principalmente prevenir as lesões.

"Existem dois tipos de aquecimento: o geral e o específico. O aquecimento geral deve possibilitar um funcionamento ativo do organismo como um todo. Para isso devemos fazer exercícios que utilizam de grandes grupos musculares. Correr é um bom exemplo. Já o aquecimento específico utiliza exercícios específicos para uma determinada modalidade. Aqui, os exercícios devem utilizar a musculatura exigida no esporte que será feito em seguida. Nota-se que o aquecimento específico deve ser feito após o aquecimento geral.

"Fatores que influenciam no aquecimento

  • Idade: Variação do tempo e da intensidade de acordo com a idade. Quanto mais velha é a pessoa, mais cuidadoso e gradual o aquecimento deve ser, ou seja, mais longo.
  • Estado de treinamento: Quanto mais treinada é a pessoa, mais intenso deve ser seu aquecimento. Deve ser ajustado para cada pessoa e para cada modalidade. É indicado nunca fazer atividades ou exercícios os quais não se está acostumado.
  • Disposição Psíquica: A falta de motivação reduz os efeitos do aquecimento.
  • Período do dia: Pela manhã o aquecimento deve ser mais gradual e mais longo e durante à tarde o aquecimento pode ser mais curto. Já a noite deve ter características similares ao da manhã.
  • Modalidade esportiva: Deve ser realizado de acordo com a modalidade praticada. Neste ponto ainda devemos prestar atenção nas características individuais do esporte.
  • Temperatura ambiente: Em tempos quentes o aquecimento deve ser reduzido, em dias frios ou chuvosos o tempo do aquecimento deve ser alongado.
  • Momento do Aquecimento: O intervalo ideal entre o final do aquecimento e o inicio da atividade é de 5 a 10 minutos. O efeito do aquecimento perdura de 20 a 30 minutos. Após 45 minutos temperatura corporal já retomou sua temperatura de repouso."

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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Solidão, Marcos Paulo Leão

Aqui vai o vídeo dessa espetacular música de meu irmão, com o mesmo no piano, acompanhado de mim e o resto desse maravilhoso grupo: Glairton Santiago com seu vibrato perfeito, Carlos Hardy no clássico violão da bossa e Pedro Oliveira no fantástico violino!


Relaxamento

Nessa postagem iremos falar um pouco sobre a importância de se fazer exercícios de relaxação (ou relaxamento), aquecimento e alguns alongamentos básicos.
Na verdade, qualquer tarefa que você vá fazer que exija concentração, técnica, velocidade e muito tempo com movimentos repetitivos exige tanto que você a execute de forma relaxada e que faça aquecimento e alongamento antes.

Relaxamento: para se tocar com técnica, deve-se estar relaxado, para tocar com velocidade também. Ora, mas o que é "estar relaxado"?! É o contrário de estar tenso, tanto no aspecto emocional como no físico, já que o primeiro influi diretamente sobre o segundo. Mas aqui trataremos apenas do relaxamento físico, deixando o emocional para blogs de psicólogos e semelhantes. Relaxar é eliminar todas as tensões musculares, estas travam os movimentos do músico e tornam mais penoso o ato de tocar. Você faz centenas de vezes os mesmos movimentos com os dedos ao tocar, e estar tenso vai dificultar, endurecendo os movimentos, exigindo mais de seus músculos e tendões, o que poderá até ocasionar lesões posteriores, como uma tendinite.

Primeiro, você deve respirar lentamente, isso ajudará a acalmar sua mente e relaxar o corpo. Em pé ou confortavelmente sentado com a postura ereta e ambos os pés no chão, solte os braços, deixando-os penderem em direção ao chão. Agora sinta se você está contraindo algum músculo, o que não é desejável, pois o braço deverá estar totalmente relaxado, como um membro inerte. Uma dica simples para quem tiver dificuldade: é só imaginar que você desligou ambos os braços, simples. Após relaxar completamente os membros, sacuda as mãos com os dedos soltos por alguns segundos, isso irá ajudar a relaxar os dedos e estimulará a circulação sanguínea na região. Agora solte novamente os braços e sinta se estão completamente relaxados. Quem notar dificuldade nesta tarefa deve repeti-la todos os dias até dominar a habilidade de relaxar o corpo.

Ao se tocar, você deve sempre manter em mente que o melhor movimento é o menor movimento. Sempre evite movimentos desnecessários ao tocar, como afastar demais o dedo da chave (o dedo deve sempre estar em contato com a chave, afastá-lo só irá aumentar a amplitude do movimento necessário para acioná-la novamente). Força e pressão também são desnecessários, por isso, sempre observe se você não está pressionando demasiadamente a sua harmônica, isso irá cansar seus músculos e deixar mais lento o dedo da chave. Não podemos esquecer da região bucal: boca, língua, faringe, isso tudo também deve estar relaxado, a não ser quando você precisar contrair para fazer alguma técnica ou usar outro timbre.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Escala cromática

Escala é uma sequência de notas de alturas diferentes (ou seja, as notas não podem se repetir), com a extensão de uma oitava entre a primeira e última notas (se começar na nota dó, termina no dó superior). Existem três tipos principais de escala: diatônica, cromática e de tons inteiros, também chamada de escala hexafônica (embora existam outras escalas hexafônicas que não sejam de tons inteiros).

Escala cromática é toda e qualquer escala que possua apenas o intervalo de semitom entre notas vizinhas. Por exemplo, se começarmos na nota dó, a próxima será um semitom acima (DÓ# ou RÉb), e a outra será um semitom acima desta, continuando até chegar no outro DÓ. Por dedução óbvia, podemos concluir que a escala cromática possui 13 notas, que são os doze semitons (DÓ, DÓ#, RÉ, RÉ#, MI, FÁ, FÁ#, SOL, SOL#, LÁ, LÁ#, SI) mais a repetição do DÓ no final. Sendo assim, todas as escalas cromáticas são iguais, mudando apenas a nota de início.

Escala de tons inteiros é toda e qualquer escala que possua apenas o intervalo de tom entre as notas vizinhas. Por exemplo: partindo da tonalidade de dó maior será dó - ré - mi - fá# - sol# - lá#; partindo da tonalidade de sol será sol - lá - si - dó# - ré# - mi#.

E, por último, a escala diatônica, que possui tanto intervalos de semitom como de tom (até de tom e meio, em alguns casos). Isso dá inúmeras possibilidades de combinações, e cada combinação diferente possui uma denominação. Por exemplo, a escala maior (que já estudamos) possui a seguinte configuração: tom - tom - semitom - tom - tom - tom - semitom, sendo toda escala maior qualquer uma que respeite esses intervalos.

Finalmente, o exercício, que é com a escala cromática começando na nota DÓ. Escrevi tanto a escala cromática com sustenidos e com bemóis, o que dá o mesmo resultado na prática. Abaixo da primeira sequência, está a tablatura; você deve tentar tocar o restante sem tablatura, mas caso não consiga, escreva a tablatura do resto do exercício. Depois de praticar bastante, repita tudo de novo, mas começando no DÓ do orifício 5 soprado.

Escala cromática

Bom estudo!

terça-feira, 23 de março de 2010

Bequadro

"Na notação musical, um bequadro (símbolo \natural) anula um acidente (sustenido ou bemol). Por exemplo, numa partitura em Sol Maior (cuja clave contém o Fá#, que se propaga até à barra final ou até uma modulação), quando se pretende fazer um movimento para a nota Fá natural. O bequadro também se utiliza dentro de um mesmo compasso em que a nota tenha sido previamente acidentada, para restituí-la à sua natural; se o bequadro não for utilizado, o acidente propagar-se-á até ao final do compasso."

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Vejamos o exemplo abaixo, onde a primeira nota é um lá sustenido, mas depois temos lá natural, então será necessário escrever um bequadro para indicar a nota natural, caso contrário o sustenido valeria até o final do compasso:
A música é Bachianas Brasileiras Nº 5, de Villa-Lobos.

Exercício sobre escala de C

O seguinte exercício foi adaptado do método Hanon de piano. É um exercício utilizando a escala de C (dó maior), ou seja, no tom de dó maior, somente com as notas desse tom (as sete notas naturais). O sinal 8ª--------- indica que todas as notas sob a linha deverão ser tocadas uma oitava acima. Você deve começar no dó do orifício um. A barra dupla separa as duas partes do exercício, sendo a primeira parte ascendente e a segunda, descendente.

Após dominar o exercício, tente fazer o mesmo na tonalidade de G (sol maior), ou seja, começando na nota sol e com todos as notas fá sustenidas.

Exercício sobre escala de C

Bom estudo!