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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Intervalos

Intervalo é a distância entre duas notas. Duas notas de mesma frequência, por exemplo: o dó central e o mesmo repetido, dizemos que é um intervalo de 1ª (primeira). Seguindo este raciocínio, de qualquer nota para ela mesma, será sempre intervalo de primeira. De uma nota qualquer para uma vizinha, temos um intervalo de 2ª (segunda) e, assim, continuando com a lógica, temos a terça, quarta, quinta, sexta, sétima, oitava, nona... Repare que o intervalo de oitava é da nota para a mesma nota, só que em outra altura, ou seja, uma oitava mais aguda (ou mais grave). Sendo assim, partindo da nota dó e subindo uma oitava (conte a partir do dó) teremos outro dó, porém mais agudo (ou mais grave, se o intervalo for descendente); partindo do ré, teremos outro ré; partindo do mi, outro mi etc.

Quando as duas notas que formam o intervalo acontecem sucessivamente, ou seja, uma após outra, então chamamos de intervalo melódico. Intervalos melódicos podem ser ascendentes (subindo para o agudo) ou descendentes (descendo para o grave). Por exemplo, se partirmos da nota dó, a segunda ascendente será a nota ré, e a segunda descendente será o si (também chamado de Ti). A terça ascendente do dó será o mi, e a descendente será o lá (dó - ti - lá). Lembre da ordem decrescente das notas para poder dominar o assunto: dó, ti, lá, sol, fá, mi, ré (e dó).

Intervalo harmônico acontece quando as notas do intervalo acontecem simultaneamente, ao mesmo tempo, assim o intervalo não poderá ser classificado como ascendente ou descendente. Os intervalos também podem ser classificados de acordo com o tamanho: até o intervalo de oitava, chamamos de intervalo simples. Intervalos maiores, a partir da nona, são classificados como intervalos compostos. Vejamos a imagem abaixo:

Acima vemos os chamados intervalos padrões, que são todos os que começam no dó e vão para qualquer nota natural. Continuaremos o assunto após outro tema importante na Teoria Musical: o tom e o semitom.

domingo, 23 de maio de 2010

Oh, Minas Gerais

Abaixo segue mais uma música do folclore brasileiro: Oh, Minas Gerais, que está escrita duas vezes, a primeira em C (no tom de dó maior, usando as notas da escala de dó maior) e a segunda em G (sol maior). A lição está incompleta na segunda tonalidade, pois você deverá completar o restante, podendo usa tanto o seu ouvido musical como observar o desenho da melodia no tom C para poder transpor para G.

Note que há um sustenido ao lado da clave, logo no início da pauta, mas somente na música no tom de G. Esse sustenido está localizado exatamente no lugar da nota fá, e indica que todos os fás da música serão sustenidos (um semitom acima, basta apertar a chave). Essas alterações ao lado da clave são fixos, valem para a música toda e compoem a chamada armadura de clave. Com essas informações, podemos concluir que na tonalidade de Dó Maior a armadura não possui nenhuma alteração, enquanto que na tonalidade de Sol Maior encontramos o fá sustenido na armadura.

Oh, Minas Gerais

Bom estudo!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Escala cromática

Escala é uma sequência de notas de alturas diferentes (ou seja, as notas não podem se repetir), com a extensão de uma oitava entre a primeira e última notas (se começar na nota dó, termina no dó superior). Existem três tipos principais de escala: diatônica, cromática e de tons inteiros, também chamada de escala hexafônica (embora existam outras escalas hexafônicas que não sejam de tons inteiros).

Escala cromática é toda e qualquer escala que possua apenas o intervalo de semitom entre notas vizinhas. Por exemplo, se começarmos na nota dó, a próxima será um semitom acima (DÓ# ou RÉb), e a outra será um semitom acima desta, continuando até chegar no outro DÓ. Por dedução óbvia, podemos concluir que a escala cromática possui 13 notas, que são os doze semitons (DÓ, DÓ#, RÉ, RÉ#, MI, FÁ, FÁ#, SOL, SOL#, LÁ, LÁ#, SI) mais a repetição do DÓ no final. Sendo assim, todas as escalas cromáticas são iguais, mudando apenas a nota de início.

Escala de tons inteiros é toda e qualquer escala que possua apenas o intervalo de tom entre as notas vizinhas. Por exemplo: partindo da tonalidade de dó maior será dó - ré - mi - fá# - sol# - lá#; partindo da tonalidade de sol será sol - lá - si - dó# - ré# - mi#.

E, por último, a escala diatônica, que possui tanto intervalos de semitom como de tom (até de tom e meio, em alguns casos). Isso dá inúmeras possibilidades de combinações, e cada combinação diferente possui uma denominação. Por exemplo, a escala maior (que já estudamos) possui a seguinte configuração: tom - tom - semitom - tom - tom - tom - semitom, sendo toda escala maior qualquer uma que respeite esses intervalos.

Finalmente, o exercício, que é com a escala cromática começando na nota DÓ. Escrevi tanto a escala cromática com sustenidos e com bemóis, o que dá o mesmo resultado na prática. Abaixo da primeira sequência, está a tablatura; você deve tentar tocar o restante sem tablatura, mas caso não consiga, escreva a tablatura do resto do exercício. Depois de praticar bastante, repita tudo de novo, mas começando no DÓ do orifício 5 soprado.

Escala cromática

Bom estudo!

terça-feira, 23 de março de 2010

Bequadro

"Na notação musical, um bequadro (símbolo \natural) anula um acidente (sustenido ou bemol). Por exemplo, numa partitura em Sol Maior (cuja clave contém o Fá#, que se propaga até à barra final ou até uma modulação), quando se pretende fazer um movimento para a nota Fá natural. O bequadro também se utiliza dentro de um mesmo compasso em que a nota tenha sido previamente acidentada, para restituí-la à sua natural; se o bequadro não for utilizado, o acidente propagar-se-á até ao final do compasso."

Wikipedia.org.br

Vejamos o exemplo abaixo, onde a primeira nota é um lá sustenido, mas depois temos lá natural, então será necessário escrever um bequadro para indicar a nota natural, caso contrário o sustenido valeria até o final do compasso:
A música é Bachianas Brasileiras Nº 5, de Villa-Lobos.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Notas enarmônicas

Observe o gráfico acima; no primeiro piano temos a distância entre as notas naturais: tom entre dó e ré, tom entre ré e mi, semitom entre mi e fá, tom entre fá e sol, tom entre sol e lá, tom entre lá e si, semitom entre si e dó. No segundo piano, temos a localização dos sustenidos: o dó sustenido ficará um semitom acima do dó natural, logo na tecla negra acima. No terceiro piano podemos ver a localização dos bemóis.

Como vimos no texto anterior de teoria, enquanto o sustenido eleva a nota em um semitom, o bemol abaixa, então se entre a nota dó e a nota ré temos um tom, há uma nota entre as duas que pode ser tanto dó sustenido quanto ré bemol. Entre a nota mi e fá temos apenas um semitom, isso significa que se o mi for elevado um semitom ficará exatamente igual ao fá natural, ou seja, o mi sustenido é igual ao fá natural. O mesmo intervalo de semitom entre notas naturais também acontece do si para o dó. Essas notas de nome diferente e som igual são chamadas de notas enarmônicas, como por exemplo mi sustenido e fá, fá bemol e mi, dó sustenido e ré bemol etc.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Semitom e escala maior

"Um semitom é o menor intervalo utilizado na escala diatônica (e conseqüentemente em grande parte da música ocidental). Corresponde à diferença de altura entre duas teclas adjacentes do piano (uma branca e a preta adjacente, ou duas brancas quando não há uma preta entre elas). Também é o intervalo entre duas notas produzidas em duas casas adjacentes na mesma corda de uma guitarra, por exemplo. Dois semitons são equivalentes a um tom.

"Na música, o sustenido (#) é uma alteração ascendente que sobe meio-tom (semitom) uma determinada nota. O símbolo afecta dentro do mesmo compasso qualquer nota que seja igual a primeira a que afetou, ou a todas as notas a que tiver relacionado na armadura, junto a clave, exemplo: uma música em Lá maior tem três sustenidos na armadura (Dó, Fá e Sol). O sustenido perde o valor quando há um bequadro(acidente que desactiva o efeito do sustenido ou do bemol).

"Em notação de música, o bemol é uma alteração que diminui meio tom a uma nota musical. O símbolo afecta todas as notas que se lhe seguem no mesmo compasso ou até haver um bequadro (acidente que desfaz o efeito do sustenido ou do bemol), tornando a nota natural.

"Em música, escala maior é uma escala diatônica de sete notas em modo maior, um dos modos musicais utilizados atualmente na música tonal. A sequência de tons e semitons dessa escala obedece à seguinte ordem:

Tom - Tom - Semitom - Tom - Tom - Tom - Semitom

"A partir da escala maior é que são formados os acordes maiores. A escala fundamental do modo maior é a escala de Dó maior, uma vez que a relação de intervalos desse modo pode ser obtida nesta escala sem a necessidade de nenhuma alteração de altura. Veja na figura abaixo as notas dessa escala e sua sequência de intervalos na sequência de intervalos:



mi

sol

si

V
V
V
V
V
V
V

tom
tom
semitom
tom
tom
tom
semitom

"Para formar escalas maiores iniciadas por outra nota é necessário acrescentar alterações de altura a algumas notas, a fim de manter a mesma sequência de intervalos. Em uma escala de Sol maior, por exemplo, para seguir estes intervalos, as notas serão:

Sol - lá - si - dó - ré - mi - fá# - sol.
T T ST T T T ST

"A nota fá não pode ser utilizada nesta sequência pois o intervalo entre mi e fá é de um semitom e entre fá e sol é de um tom. Para que a escala obedeça à ordem dos intervalos é preciso aumentar a nota fá em meio tom e torná-la um fá sustenido (fá#). Em outras escalas, para manter a relação de intervalos, é necessário reduzir a altura de algumas notas em meio tom (bemol). O ciclo das quintas define a ordem em que os sustenidos ou bemóis são adicionados às escalas."

Wikipedia.org.br

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Compasso (cont.)

Como vimos no texto anterior, toda música é dividida em compassos, que são agrupamentos de tempos. Na partitura, os compassos são separados por uma linha vertical. Vejamos algumas definições de termos de teoria musical relacionados a esse assunto:

Unidade de tempo: é a figura que vale um tempo, sendo indicada pelo número inferior da fórmula de compasso. Na maioria das músicas, a unidade de tempo é a semínima, representada pelo número 4, significando que ela terá um tempo.

Compasso simples: são os compassos onde a unidade de tempo é uma figura simples. Estudaremos somente o compasso simples, por enquanto.

Compasso composto: o compasso é composto quando a unidade de tempo é uma figura composta, ou seja, com ponto de aumento.

Ponto de aumento: é um ponto adicionado à direita da nota e que aumenta a duração da mesma. A nota passa a valer 150% do seu valor, ou seja, é adicionado metade do valor da própria figura. Por exemplo, uma mínima pontuada valerá três tempos (2 + 1), enquanto uma semínima pontuada terá o valor de um tempo e meio (1 + 1/2).

As músicas que possuem dois tempos em cada compasso são chamadas de binárias, as que possuem três tempos são as ternárias, as de quatro tempos, quaternárias. Vejamos os exemplos abaixo:

No segundo exemplo da imagem acima temos o compasso 2/4, que é um compasso binário cuja unidade de tempo é a semínima. Isso não significa que eu só possa utilizar semínimas, mas que a soma total do compasso deverá ser igual a duas semínimas. Poderia ser usada, por exemplo, uma mínima (que equivale a duas semínimas) ou quatro colcheias (1/2 + 1/2 + 1/2 + 1/2).

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Compasso, fórmula de

Compasso

"Na notação musical, um compasso é uma forma de dividir quantizadamente em grupos os sons de uma composição musical, com base em pulsos e repousos. Muitos estilos musicais tradicionais já presumem um determinado compasso, a valsa, por exemplo, tem o compasso 3/4 e o rock tipicamente usa os compassos 4/4,12/8 ou 3/4.

"Os compassos facilitam a execução musical, ao definir a unidade de tempo, o pulso e o ritmo da composição ou de partes dela. Os compassos são divididos na partitura a partir de linhas verticais desenhadas sobre a pauta. A soma dos valores temporais das notas e pausas dentro de um compasso deve ser igual à duração definida pela fórmula de compasso.

Fórmula de compasso

"Em uma fórmula de compasso, o denominador indica em quantas partes uma semibreve deve ser dividida para obtermos uma unidade de tempo (na notação atual, a semibreve é a medida com maior duração possível para ser atribuída a um tempo, sendo ela tomada como referência para as demais durações). O numerador define quantas unidades de tempo o compasso contém. No exemplo abaixo estamos perante um tempo de "quatro por quatro". Isso significa que a unidade de tempo tem duração de 1/4 da semibreve (uma semínima) e o compasso tem 4 unidades de tempo. Neste caso, uma semibreve iria ocupar todo o compasso. Cada compasso pode ter qualquer combinação de notas e pausas, mas a soma de todas as durações nunca pode ser menor nem maior que quatro unidades de tempo (Neste exemplo).

"A fórmula de compasso é escrita no início da composição ou de cada uma de suas secções e quando ocorre mudança de fórmula durante a música (nesse caso esta mudança é escrita diretamente no compasso que tem a nova duração).

"Certas composições podem ter uma estrutura rítmica que alterna fórmulas de compasso de uma forma sempre igual. Neste caso, todas as fórmulas podem ser indicadas no início da partitura ou da secção correspondente.

"A escolha da fórmula de compasso permite determinar uma pulsação à música. Cada pulsação, ou tempo, tem a mesma duração. Geralmente o primeiro tempo de um compasso é tocado de forma mais forte ou mais acentuada. Em alguns tipos de compasso, existe ainda um tempo com intensidade intermediaria. Esta alternância de pulsos fortes e fracos cria uma sensação de repetição ou circularidade. Existem composições que não apresentam ritmo perceptível, chamadas composições com tempo livre. Para estas não é necessário utilizar fórmulas ou linhas de compasso na partitura.

Numerador

"Como já foi citado anteriormente, o número de cima (numerador) da fórmula de compasso indica a quantidade de tempos de cada compasso. Como este número indica a quantidade de pulsos em cada compasso, pode ser utilizado qualquer valor de numerador, desde que a estrutura do compasso esteja vinculada a uma ideia musical. Embora haja alguns valores mais comuns, nada impede que um compositor utilize fórmulas com estruturas bastante complexas, principalmente em jazz e música erudita contemporânea, onde fórmulas como 17/16, 19/16, 13/8 ou outros são comuns."

Texto e imagens extraídos da Wikipedia.org

Duração: andamento

"Chama-se de andamento ao grau de velocidade do compasso. No italiano, língua utilizada tradicionalmente na Música, andamento se traduz como Tempo, frequentemente usado como marca em partituras. Ele é determinado no princípio da peça e algumas vezes no decurso da mesma. Os termos são geralmente em italiano, mas muito compositores os escrevem em sua língua materna."

Andamento bpm Definição
Gravissimo Menos
de 40
Extremamente lento
Grave 40 Muito vagarosamente e solene
Larghissimo 40-60 Muito largo e severo
Largo 40-60 Largo e severo
Larghetto 60-66 Mais suave e ligeiro que o Largo
Lento 60-66 Lento
Adagio 66-76 Vagarosamente, de expressão terna e patética
Adagietto 66-76 Vagarosamente, pouco mais rápido que Adagio
Andante 76-108 Velocidade do andar humano, amável e elegante
Andantino 84-112 Mais ligeiro que o Andante, agradável e compassado
Moderato 108-120 Moderadamente (nem rápido, nem lento)
Allegretto 112-120 Nem tão ligeiro como o Allegro; também chamado de Allegro ma non troppo
Allegro 120-168 Ligeiro e alegre
Vivace 152-168 Rápido e vivo
Vivacissimo 168-180 Mais rápido e vivo que o Vivace; também chamado de molto vivace
Presto 168-200 Veloz e animado
Prestissimo 200-208 Muito rapidamente, com toda a velocidade e presteza

Duração: tempo e metrônomo

Toda música é dividida em tempos, que servem para medir a duração das notas. Uma música pode ter tempo lento, médio ou rápido, chamamos isso de "andamento" da música, que é a velocidade do tempo. Essa velocidade é medida pela unidade BPM, que significa "batidas por minuto". Por exemplo, olhe para o ponteiro dos segundos do seu relógio analógico; o andamento dele é 60bpm, pois são sessenta batidas por minuto.

Continuemos no andamento 60bpm. Agora vamos atribuir o valor de um tempo para a semínima, consequentemente a mínima terá dois tempos e a semibreve, quatro tempos. A colcheia, que é metade da semínima, será meio tempo. Observe o gráfico abaixo:
Imagine que cada linha vertical é uma pulsação, então temos quatro tempos no gráfico acima. A linha horizontal azul é o tempo que a figura dura. Como você pode observar, se uma semibreve dura quatro tempos, ela deverá ser mantida durante esses quatro tempos, parando de soar apenas no fim do quatro tempo. Agora observe as mínimas; a primeira mínima começa no primeiro tempo e termina imediatamente antes do terceiro tempo começar, pois no terceiro tempo já teremos a outra mínima. Veja as semínimas, temos uma em cada tempo. E, por último, as colcheias, que são meio tempo nesse exemplo, então teremos duas colcheias em cada tempo, a primeira começando no início do tempo e a segunda na metade do tempo.

Tente reproduzir com a voz o que está no gráfico. O seu relógio irá contar os tempos, pois cada segundo será um tempo (60bpm). Fale "táaaa" durante todo o tempo da figura. Faça várias semibreves, cada uma durando quatro tempos (se primeira começa no primeiro tempo, a próxima será no quinto tempo), várias mínimas, semínimas e também tente a colcheia.

O metrônomo é um aparelho que serve para contar os tempos, do jeito que você usou seu relógio, mas o andamento do tempo pode ser ajustado para mais lento ou mais rápido, o que seu relógio não faz. Abaixo segue um link para pesquisar por metrônomos no site Submarino.com.br:

Pesquisar por metrônomos

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Duração: relação entre figuras

Continuando a explicação sobre as figuras de nota...

Então fica claro que todas as figuras têm uma relação umas com as outras. Por exemplo, se a mínima é metade da semibreve e o dobro da semínima, então a semínima é 1/4 da semibreve. Podemos construir o seguinte gráfico:
No gráfico acima são mostradas todas as relações entre a duração das figuras. Se uma semibreve equivale a duas mínimas, e uma mínima equivale a duas semínimas, então uma semibreve equivale a quatro semínimas.

O gráfico seguinte mostra as figuras e suas pausas correspondentes:
Clique para ampliar a imagem.

Esse número relativo que aparece na tabela não tem nada a ver com o número de tempos da figuras (mais tarde vamos falar sobre o tempo). O número relativo irá representar a figura, por exemplo, a semínima é representada pelo número 4.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Duração: figuras e pausas

"Figuras musicais - Valores ou figuras musicais são símbolos que representam o tempo de duração das notas musicais. São também chamados de valores positivos.

"Os símbolos das figuras são usados para representar a duração do som a ser executado. As notas são mostradas na figura abaixo, por ordem decrescente de duração. Elas são: semibreve, mínima, semínima, colcheia, semicolcheia, fusa e semifusa.

"Antigamente existia ainda a breve, com o dobro da duração da semibreve, a longa, com o dobro da duração da breve e a máxima, com o dobro da duração da longa, mas essas notas não são mais usadas na notação atual. Cada nota tem metade da duração da anterior. Se pretendermos representar uma nota de um tempo e meio (por exemplo, o tempo de uma semínima acrescentado ao de uma colcheia) usa-se um ponto a seguir à nota.

"A duração real (medida em segundos) de uma nota depende da fórmula de compasso e do andamento utilizado. Isso significa que a mesma nota pode ser executada com duração diferente em peças diferentes ou mesmo dentro da mesma música, caso haja uma mudança de compasso.

"Pausas - representam o silêncio, isto é, o tempo em que o instrumento não produz som nenhum, sendo chamados valores negativos. As pausas se subdividem também como as notas em termos de duração. Cada pausa dura o mesmo tempo relativo que sua nota correspondente, ou seja, a pausa mais longa corresponde exatamente à duração de uma semibreve. A correspondência é feita na seguinte ordem:"

Texto e imagens extraídos da Wikipedia.org

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Vídeo sobre música

Música - introdução from Musica e Audio on Vimeo.

Vídeo do blog Música e Áudio, musicaeaudio.com.br

Exercício 1

Escreva o nome das notas abaixo:

Altura: as notas musicais

Como já foi falado aqui, existem sete notas naturais, que em ordem ascendente são: dó, ré, mi, fá, sol, lá e si. Depois do si, teremos outro dó, só que esse dó será mais agudo que o primeiro, e depois teremos outro ré, também mais agudo, e assim por diante. Da mesma forma, antes do primeiro dó, teremos um si, mais grave. Cada uma dessas notas é representada por uma letra do alfabeto: C (dó), D (ré), E (mi), F (fá), G (sol), A (lá) e B (si).

Em ordem decrescente fica: dó, si, lá, sol, fá, mi, ré (dó).

"A música, como regra geral, é escrita num conjunto de 5 linhas paralelas que chamamos de PAUTA ou PENTAGRAMA. Pauta é o nome do conjunto de linhas utilizado para escrever as notas musicais de uma partitura, no sistema notação da música ocidental. Atualmente a pauta contém 5 linhas e por isso também é chamada às vezes de pentagrama. No início do uso da pauta usava-se apenas uma linha colorida, data do século IX. Tempos depois outras linhas foram sendo acrescentadas, o a o pentagrama que usamos hoje, estabelecido no século XI, foi definitivamente usado a partir do século XVII.São 5 linhas e 4 espaços entre elas. As linhas e espaços são contadas de baixo para cima." (Wikipedia.org)

As notas agudas serão escritas nas parte superior da pauta, as graves ficarão na parte inferior. As notas podem ser escritas tanto nas linhas quanto no espaço entre elas:

Se escrevermos as notas em ordem consecutiva, sem fazer salto, então ficará uma nota na linha, outra no espaço logo acima, outra na linha acima, depois no espaço acima e assim por diante. Por exemplo, se começarmos na primeira linha, então a nota depois dela (vizinha mais aguda) será no primeiro espaço, e a próxima será na segunda linha.

Para definirmos onde cada nota musical fica na pauta, precisaremos usar a clave. Existem três claves musicais: a Clave de Sol, a Clave de Fá e a Clave de Dó. Se mudarmos a clave, muda a localização das notas. Por exemplo, se na clave de sol a nota mi fica na primeira linha, nas outras claves serão outras notas na primeira linha. Aqui iremos abordar apenas a clave de sol, que é a utilizada em partituras para harmônica.

Essa é a clave de sol, e essa é a nota sol, que localiza-se na segunda linha. Definindo o local de apenas uma nota, o restante será fácil: se a nota sol fica na segunda linha, a nota lá, que é sua vizinha mais aguda, ficará no segundo espaço, depois teremos a nota si na terceira linha e a nota dó no terceiro espaço.

Para escrever notas mais graves ou mais agudas ainda que essas, precisaremos usar as linhas suplementares:

O dó central é exatamente esse que se encontra na primeira linha suplementar inferior, a sexta nota da imagem acima.

Propriedades do som

Imagine qualquer som: um trovão, uma pancada, uma nota de um instrumento musical etc. Esse som possui quatro propriedades: altura, duração, intensidade e timbre.

Altura: é o que define se o som é grave, médio ou agudo. Por exemplo, o som do canto de um passarinho é bem mais agudo que o som do rugido de um leão, isso se deve à frequência do som. Sons graves possuem baixa frequência, e sons agudos, alta frequência. O ouvido humano possui uma faixa de frequências que pode ouvir, então todo som que for mais agudo que o limite(ultrassom) ou mais grave (infrassom) não será ouvido por nós. Alguns sons emitem uma frequência determinada, podendo ser chamados de notas. Cada nota musical possui uma frequência exata. O lá que fica logo acima do dó central do piano possui frequência de 440 hertz, ou seja, o ar vibra 440 vezes por segundo.

Duração: sons podem ser longos ou curtos. Podemos ter uma nota dó, por exemplo, bem longa e outra nota dó curta. Isso é representado na partitura pelas figuras de nota, que são os diferentes desenhos que uma nota pode ter.

Intensidade: mesmo que dois sons possuam mesma altura e duração, um pode ser fraco e outro forte. Na música, chamamos de "piano" quando tocamos fraco, e "forte" quando tocamos forte.

Timbre: se dois instrumentos diferentes tocarem a mesma nota, com mesma duração e mesma intensidade, ainda assim nós perceberemos diferença entre os dois, pois são instrumentos diferentes. Se duas pessoas falarem uma mesma palavra, mesmo que a altura da voz das duas seja igual (algumas pessoas possuem voz grave e outras, agudas), saberemos quem falou qual. Isso se deve pelo timbre, que é a "cor", a "textura" do som. Instrumentos diferentes possuem timbres diferentes, assim como a voz das pessoas.